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4ª edição do Festival Recanto do Cinema – “Desorbitar o centro, desordenar o mundo”

No espaço de cada filme, o movimento das imagens desenha um universo periférico que pulsa, desafiando a gravidade do centro e desorganizando o mundo. O tema “Desorbitar o centro, desordenar o mundo” coloca em órbita histórias que escapam dos eixos, criando novos circuitos de pertencimento, fuga, criação e desejo. Cada imagem é um salto, um gesto de liberdade que desestabiliza narrativas, transgride limites e refunda territórios.

Em um conjunto de obras que exploram a fuga, a ação subversiva não se esconde; é o traço de uma liberdade em disputa, uma criação que abre fissuras e percorre territórios proibidos. As cenas cortam as amarras, desenham novas rotas e redesenham o sentido de intervenção. A fuga é encontro e enfrentamento, é um ato de atravessar e desafiar as fronteiras das histórias contadas.

Entre pontes e caminhos, a ideia de pertencimento emerge nas telas como uma costura de afetos e raízes. Atravessam-se tramas que vivem nos encontros diários, nos gestos de ser e de habitar. Os laços se revelam nos trajetos de quem permanece, de quem vai e de quem volta, nos próprios lares e nas cidades que acolhem e formam uma comunidade. Cada lugar é um ponto de origem e de transformação, com a vastidão de uma memória que une e identifica.

 

Outras obras transitam entre o princípio e o fim, em uma criação cíclica que se transforma e desdobra, assumindo diferentes formas e tempos. No cinema, o recomeço é constante, as histórias se condensam e se expandem, desenhando cosmologias próprias e recriando mundos. Micro e macrocosmos se entrelaçam, projetando novos imaginários onde as verdades se multiplicam e reverberam.

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