LABRECANTO
Mesas de debate
26 de novembro das 14h às 16h no pátio central
Caminhos da Circulação do Curta-Metragem com Marisa Arraes, Pablo Rodrigues, Suéllen Batista e mediação de Pedro B.Garcia
As possibilidades de circulação do curta-metragem demonstram trajetórias e experiências em diferentes janelas audiovisuais. Quais são as escolhas, estratégicas e caminhos para a difusão do curta-metragem no contexto contemporâneo? Como difundir e dar visibilidade a narrativas periféricas alcançando e formando novos públicos? Marisa Arraes

Marisa Arraes
Marisa Arraes é produtora, diretora e roteirista brasiliense. Atualmente, produz e dirige "Notas Sobre a Identidade" com estreia prevista para dezembro de 2024. Seu filme "Anticena" estreou no Festival de Brasília 2022 e rodou festivais do mundo como o Festival de Moscou, Construir Cine (Argentina) e Philadelphia Latino Film Festival (EUA). Seu filme "Terra" fez parte de uma mostra paralela em Gramado e está no catálogo do TodesPlay. Atuou como curadora e artista em "Liturgias Virtuais", obra exposta no VI Festival Ecrã. Atuou na área de produção executiva em curtas e longas do Distrito Federal, além de distribuição com filmes de todo o país.

Pablo Rodrigues
Pablo Rodrigues é cinéfilo, estudante de audiovisual e realizador de curta-metragem. Dirigiu o curta “Insânia de uma consciência ou: a fútil história de um fantasma” (2023) premiado no VI Festival de Curtas do IFB.

Suéllen Batista
Suéllen Batista é realizadora audiovisual desde 2017. Escreveu e dirigiu o curta-metragem “Eu Era O Lobisomem da Cei” (2022), premiado nos festivais Cine de Expressão, 16° Festival Taguatinga de cinema e na 5a Mostra Competitiva de Cinema Negro Adélia Sampaio. Produziu os curta-metragens “Amor de Ori” (2017), de direção de Bruna Barros, e “Vulnerabilia” (2022) com direção de Vênus Cyclone e Luiz Macedo. Foi instrutora na Oficina de Roteiro e Direção do projeto Cine de Expressão do programa Jovem de Expressão.

Pedro B.Garcia
Pedro B. Garcia é realizador e professor. Seus trabalhos percorrem as ideias de insurgência, juventude e território. Como parte do duo Casadearroz, realizou os curta-metragens “Fantasma Cidade Fantasma” (2016), “Aulas Que Matei” (2018) e “Caravana da Coragem” (2024) e foi produtor, pesquisador e diretor assistente do longa experimental “Vermelho Bruto” (2022). Entre 2022 e 2024 foi docente do Curso de Produção de Áudio e Vídeo no IFB - Recanto das Emas.
27 de novembro das 16h às 18h no pátio central
Desorbitar o centro, desordenar o mundo com Adirley Queirós, GG Albuquerque, Gu da Cei, Nathalya Brum e mediação de Juliane Peixoto
No espaço de cada filme, o movimento das imagens desenha um universo periférico que pulsa, desafiando a gravidade do centro e desorganizando o mundo. O tema da 4a Edição do Festival Recanto do Cinema, “Desorbitar o centro, desordenar o mundo” coloca em órbita histórias que escapam dos eixos, criando novos circuitos de pertencimento, fuga, criação e desejo. Cada imagem é um salto, um gesto de liberdade que desestabiliza narrativas, transgride limites e refunda territórios a partir de obras audiovisuais realizadas nas periferias brasileiras.

Adirley Queirós
Adirley Queirós é ex-jogador de futebol, cineasta, graduado em cinema pela Universidade de Brasília, morador de Ceilândia. Realizou como diretor e produtor executivo os filmes “Rap o canto da Ceilândia” (2005), “A cidade é uma só?” (2012), “Branco sai preto fica” (2014), “Era uma vez Brasilia” (2017) e “Mato Seco em Chamas” (2022) com Joana Pimenta. É reconhecido e premiado nacionalmente e internacionalmente.

GG Albuquerque
GG Albuquerque é jornalista, crítico musical e doutor em Comunicação na Universidade Federal de Pernambuco, pesquisando músicas periféricas e afrodiaspóricas. Co-diretor do longa "Terror Mandelão" (2024), documentário sobre o funk bruxaria de São Paulo. Desde 2015 escreve o site Volume Morto (@ovolumemorto) e é co-fundador do Embrazado, portal jornalístico e podcast dedicado às culturas musicais das periferias brasileiras. Fez o roteiro e apresentação do documentário do Spotify sobre o bregafunk e foi membro do Júri Oficial do Festival de Cinema de Tiradentes e do Super Júri do Prêmio Multishow. Escreveu para veículos como Vice Brasil, KondZilla, UOL, Jornal do Commercio, Suplemento Pernambuco e muitos outros. Em 2023, foi reconhecido com o prêmio Vozes 30, que destaca iniciativas que iluminam o futuro na comunicação brasileira.

Gu da Cei
Gu da Cei é filho de maranhenses, artista visual, produtor cultural, curador na Galeria Risofloras, bacharel em Comunicação Organizacional e mestre em Artes Visuais pela Universidade de Brasília. Desenvolve o seu trabalho artístico no âmbito da intervenção urbana, vídeo, instalação, poesia, performance, além de buscar compreender as possibilidades dialógicas entre processos históricos e contemporâneos da fotografia, bem como seus espaços de exibição e circulação. Discute vigilância, imagem, direito à cidade e transporte coletivo. Ganhou Prince Claus Seed Awards 2023 e o 3º Prêmio de Arte Contemporânea Transborda Brasília. Integra a coordenação do Festival Foto de Quebrada e alguns de seus trabalhos também podem ser conferidos no livro "O Direito Achado na Rua: Introdução Crítica ao Direito à Comunicação e à Informação".

Nathalya Brum
Nathalya Brum é cineasta da Ceilândia-DF. Realizou dois curtas em codireção: “Wander VI” (2020) e “Plutão não é tão longe daqui” (2022) e está estreando o curta-metragem de ficção “Pandora” (2024). Trabalhou como assistente de Fotografia no longa-metragem “Mato Seco em Chamas” (2022) de Adirley Queirós e Joana Pimenta, e em outros projetos como “Era uma vez Brasilia” (2017) e “Grande sertão Kebradas”.

Juliana Peixoto
Juliane Peixoto trabalha com direção de fotografia, educação e cinema. É professora do IFB e uma das diretoras do Fronteira - Festival Internacional do Filme Documentário e Experimental. É mestra em Estudos Contemporâneos das Artes na UFF.
28 de novembro das 16h às 18h no pátio central
Pedagogias do Cinema e do Audiovisual com Igor Nascimento, Luiza Rossi, Matheus Souza e mediação de Juliana Lopes
Filmes produzidos em contextos formativos, mostras, festivais e cineclubes são algumas das experiências em cinema e educação presentes em escolas, institutos federais, universidades e organizações sociais e culturais. A partir disso, quais são as possibilidades das pedagogias do cinema e do audiovisual no território do Distrito Federal como lugar de promoção das diversidades, vivência de experiências e circulação de saberes?




Igor Nascimento
Igor Nascimento de Souza, Brasiliense, graduado em História pela CESVA/FAA em 2007; graduado em Pedagogia pelo IESB em 2022; pós-graduado em Artes, Educação e Tecnologias contemporâneas - ARTEDUCA - UNB - 2013; cursando o técnico em audiovisual - IFB - 2024; professor de História em Brasília desde 2009; criador e executor do Projeto - Alunos Protagonistas ( cinema e educação) que funciona desde 2016.
Luiza Rossi
Luiza Rossi é professora da área técnica de Produção de Áudio e Vídeo no Instituto Federal de Brasília, campus Recanto das Emas. Cientista social (UnB) e comunicadora social com habilitação em Cinema & Mídias Digitais (IESB), é doutoranda em Comunicação e Sociedade pela Universidade de Brasília (PPGCOM/FAC/UnB), onde pesquisa festivais de cinema ativistas como políticas públicas de direitos humanos. Titulou-se mestre em Comunicação pela mesma universidade, também com pesquisa sobre cinema e direitos humanos. No mercado audiovisual, trabalhou como Montadora/Editora, Produtora Executiva e Assistente de Produção. Atualmente, é professora-produtora da produção local brasiliense da 14ª Mostra Cinema e Direitos Humanos, política pública nacional de educação e cultura em direitos humanos.
Matheus Costa
Matheus Costa é educador popular, gestor, professor, poeta e produtor . Foi até ano passado Diretor do Centro Educacional São Francisco (@chicãodf) em São Sebastião. Na escola produziu seis de nove edições do Festival de Cinema Chica de Ouro. Atualmente leciona no CEM 01 do Paranoá e é Idealizador do Escola na Rua @escolanarua
Juliana Lopes
Juliana Lopes é professora de produção cultural do Instituto Federal de Brasília - Campus Recanto das Emas. Integra o Núcleo de Práticas Integradoras Recanto do Cinema por onde desenvolve o projeto de extensão “Festival Recanto do Cinema - Audiovisual na Periferia”. Realiza pesquisas como “Cinemas, Educação e Diversidades” e “Política Cultural Afirmativa para a Diversidade no Cinema Brasileiro”, tema de seu pós-doutorado na Goldsmiths, University of London. Atuou como gestora no Ministério da Cultura (MinC), na Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro (SEC-RJ) e na Secretaria Municipal de Cultura de Nova Iguaçu, implementando programas de valorização da diversidade e de descentralização cultural. Foi consultora técnica do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento elaborando subsídios técnicos para a formulação de uma Política de Acesso à Cultura no Sistema Prisional.
29 de novembro das 14h às 16h no pátio central
Políticas públicas emergenciais e afirmativas para o cinema e o audiovisual com Ana Paula Melo Sylvestre, Bethania Maia, Camilla Shinoda e mediação de Cleide Vilela
Quais os contextos, configurações e desdobramentos das políticas públicas emergenciais e afirmativas no cinema e no audiovisual contemporâneo? Quais as potencialidades e desafios dessas políticas e de que forma têm se refletido na produção e na circulação dos filmes produzidos no Distrito Federal?

Ana Paula Melo Sylvestre
Ana Paula Melo Sylvestre é doutoranda em Políticas Públicas pela Escola Nacional de Administração Pública. Mestra em Linguística pela UnB, na linha de Linguagem e Sociedade. Servidora pública federal desde 2010. Atualmente é Coordenadora de Formação na Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura. Pesquisa políticas públicas culturais, com ênfase no desenvolvimento do setor audiovisual e na promoção da equidade e da diversidade.

Bethania Maia
Produtora, curadora e programadora de mostras e festivais desde 2011. Produtora executiva em projetos audiovisuais desde 2018, realizou clipes, curtas, longas, seminários e publicações. Foi Conselheira Centro-Oeste da Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (APAN). É participante do programa Getting Real '24 da International Documentary Association. É coidealizadora do Rastro - Festival de Cinema Documentário e fundadora da Vaporosa Cultural, produtora audiovisual com foco em narrativas afrodiaspóricas latino-americanas.

Camilla Shinoda
Camilla Shinoda é professora do IFB Recanto das Emas, cineasta e doutoranda na ECA/USP. Atualmente, dirige o seu primeiro longa - o documentário Missão Pankararu - em codireção com Tiago de Aragão. Atua no coletivo Convergência Audiovisual DF.

Cleide Vilela
Cleide Vilela é professora de Produção Cultural do Instituto Federal de Brasília. Atualmente, trabalha no Escritório Estadual do MinC na Bahia. Possui graduação em Produção em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal da Bahia (2009), mestrado em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional pela Universidade de Brasília (2016) e doutorado em Sociologia pela Universidade de Brasília (2023). Tem experiência nos seguintes temas: festivais de cinema, sistema nacional de cultura, financiamento da cultura, instrumento de gestão e políticas culturais.